Olhos turvos de quem já viu demais,
Não de algo externo, mas interno.
Não da vida, mas dos pensamentos.
E, ao pensar em sua vida,
seus olhos embaçaram e lágrimas caíram.
Ele se esforçava, mas seu esforço era interno.
E o que é interno não é visto, e muitas vezes é ignorado.
O que viam era ele parado, forçado a lidar sozinho,
sem nem sequer entender o motivo de ser julgado.
Seu esforço era interno: para não cair, para não parar de sorrir.
E ele parou. As lágrimas já não caíam, seu sorriso não tinha por que levantar.
Então ele não levantou e, parado, olhou para o passado.
Seus olhos embaçaram e lágrimas caíram.