Apegaua

Enigmático esse meu fado....

Que nasce de uma rebeldia de se só,

Como sussurros aos ouvidos estalados.

Sombras vadiando a percorrer.

Como raios prateados de lua a se esconder.

Por frestas acinzeladas.

De beco de rua qualquer que se venha a imaginar.

De onde misturo.

Som das cordas de uma guitarra.

A vontade de sedento coração.

E um silencio que nem mais reclama.

Acariciado por palavras perdidas ao vento.

Tão perto a onde.

Um bravio mar.

Se insinuando contra os rochedos.

Encobrindo de espuma.

Todos os nossos desejos.

Inibindo delírios que se apregoam.

Por vontade a se perdoar.

O meu.

O seu.

Todos os nossos segredos.

Apegaua.