Gabriel Oliver

Terrivelmente Seletivos

A experiência nos torna

terrivelmente seletivos.

 

Já não abrimos a porta

ao primeiro sorriso bonito,

nem acreditamos em promessas 

que brilham demais.

 

Aprendemos, às vezes pela dor,

às vezes pelo silêncio, 

que nem todo abraço é abrigo

e nem toda palavra é verdade.

 

A experiência nos ensina

a escolher com cuidado

quem pode ficar,

quem pode tocar

e quem pode conhecer

os nossos abismos.

 

E assim seguimos,

menos ingênuos,

mais inteiros.

 

Terrivelmente seletivos, 

não por frieza, mas por sobrevivência.