A experiência nos torna
terrivelmente seletivos.
Já não abrimos a porta
ao primeiro sorriso bonito,
nem acreditamos em promessas
que brilham demais.
Aprendemos, às vezes pela dor,
às vezes pelo silêncio,
que nem todo abraço é abrigo
e nem toda palavra é verdade.
A experiência nos ensina
a escolher com cuidado
quem pode ficar,
quem pode tocar
e quem pode conhecer
os nossos abismos.
E assim seguimos,
menos ingênuos,
mais inteiros.
Terrivelmente seletivos,
não por frieza, mas por sobrevivência.