Cheiro que desperta. O café da manhã,
desjejum sagrado, aroma que invade a alma,
uma companhia indispensável.
Na xícara fumaçante, a vontade de
rabiscar um papel surge.
O sabor amargo, me faz acordar,
e a imaginação flui como um rio no deserto.
A cafeína me impulsiona, me acende.
Me faz acreditar que a imaginação é surpreendente.
Entre um gole e outro, a mente organiza as palavras,
as ideias não param, os sentimentos tomam formas.
A xícara daquele delicioso café, a névoa gélida
de uma linda manhã,
me encorajam a flutuar no mundo da poesia.
Um momento só meu, que me preenche,
e não tenho pressa para voltar à realidade.
As palavras se combinam perfeitamente.
Os versos não ficam sem sua rima.
As estrofes não perdem o sentido.
O poema não deixa de emocionar quem o lê.