Eulinda Brícia

Café com poesia

Cheiro que desperta. O café da manhã,

desjejum sagrado, aroma que invade a alma,

uma companhia indispensável.

 

Na xícara fumaçante, a vontade de

rabiscar um papel surge.

O sabor amargo, me faz acordar,

e a imaginação flui como um rio no deserto.

 

A cafeína me impulsiona, me acende.

Me faz acreditar que a imaginação é surpreendente.


Entre um gole e outro, a mente organiza as palavras,
as ideias não param, os sentimentos tomam formas.


A xícara daquele delicioso café, a névoa gélida

de uma linda manhã,

me encorajam a flutuar no mundo da poesia.

Um momento só meu, que me preenche,

e não tenho pressa para voltar à realidade.

 

As palavras se combinam perfeitamente.

Os versos não ficam sem sua rima.

 

As estrofes não perdem o sentido.

O poema não deixa de emocionar quem o lê.