Divaldo Ferreira Souto Filho

Banalidade

As pessoas cada vez mais

Estão parecendo

Cripto, criptomoedas

Nas imagens que se formam de bits

Vão remoendo

Imagens nas salivas, nas guelas

 

E o valor de amizades

Neste universo veloz e fragilizado

Aborta aquela saudade

Do joinha, do abraço

E da verdade, da verdade

Todos são donos da moral

Sócios da coerência na falsidade

 

Oh! Politicamente correto

Tu és careta e banal

Apertou o casulo

Quebrou as asas que não voaram

És nulo o feto