Hélio Paduan

Nevoeiros

Nevoeiros dormindo no lombo da serra,

no silêncio da noite, me palpita o coração,

bate de saudade, de dor, mas de quem espera

arrancar do peito a chama, feito larvas de vulcão.

 

O orvalho em gotas leves estão caindo, 

molhando o meu amor da cor da noite,

dos teus olhos enegrecidos brotam lágrimas,

que escorrem fugindo da escuridão e do açoite.

 

Contemplando estrelas que choram no infinito,

Arranco em lágrimas do meu pensamento

O amor ardente de um peito aflito.

 

Num sopro, as nuvens cobrem as estrelas,

e a lua, feito elas, perde o brilho perde a luz,

na escuridão sem fim que o silêncio me conduz.

 

Hélio Paduan

06/2001