Salvador

SONETO DE AUSÊNCIA

Quando encontro a minha ausência em mim

inspirando o ar cheio de tristeza,

meu rosto é meu resto de vida

ausência de sonhos e de muita beleza. 

 

andando sem rumo não sei onde chegar

em um caminho os segredos são espinhos,

que alimenta a arrogância da vida melancólica

equilíbrio que a queda leva a viver sozinho.

 

nada fixo um olhar parecendo nublado

remete a um só que se ama

o outro que engana o apaixonado.

 

não tem corpo nem um caloroso aconchego

o frio é um gelo no colchão da cama

quando não se tem seu amor do seu lado.