Apegaua

Eu mereço...

O dia era excelente.

Termino de verão entrada de inverno propicio a um descanso.

Sentado num banco na praça.

Lá estava eu espreguiçando igualzinho a um gato matreiro.

Foi quando me pegando de supetão a poesia falou.

_ Que faz sentado nesse banco de praça se a essa hora todos estão a trabalhar.

Lembrei logo da minha finada vó que Deus a tenha.

_ Meu neto, toma cuidado para que não fiques com as costas larga se não todos irão querer montar...

Mas pensando bem.

A poesia falou isso por falar.

Vai ver coitada deve estar cansada de ser usada.

Por aqui todos a usam e tenho certeza que o obrigado devem ser muito pouco.

Mas precisava dar uma resposta para a poesia.

Afinal tinha a intenção de ser um poeta e não ficar o tempo todo como um amador.

Cumprimentei a dita cuja e assim falei.

Sabe dona poesia.

Eu sei que todos estão a trabalhar e eu também.

Ela me olhou com uma olhadela de vesgueio sem nada dizer.

Mas seus pensamentos logo captei.

_ Como trabalhando sentado num banco de praça.

O silencio foi quebrado.

Quando falei.

Querida poesia.

Por pegar uma tarefa onde eu só não dou conta.

Contratei a inspiração para me ajudar.

E como o encontro foi nessa praça.

Por isso e que espreguiço me a esperar.

Apegaua