maria da graca

Transformar

A vida é um singelo lembrete

De quão importantes somos,

Rumo ao desconhecido,

Ao imaginário,

Às sombras dos dias vindouros.

Buscamos o que não queremos.

 

A vida é muito breve,

Mas sua beleza ímpar

Está na brevidade dos dias.

Vidas vão e vêm,

Tudo passa como um sopro,

Um fôlego em nossas narinas. 

 

Mas a beleza do existir

É única e incalculável,

Diante da grandiosidade universal.

Buscamos o que não queremos,

O que nada tem a ver com nosso existir,

Mas a beleza ímpar da vida

Se repete das profundezas:

Só o que é imaginário

Daquilo que se repete.

 

E esta vida breve,

Porém linda,

Segue o seu curso,

Cumprindo o seu chamado,

O seu mistério,

Diante da grandiosa obra.

Segue a passos

Tranquilos, mas calculados,

Diante do maravilhoso.

 

Porque a vida,

Ah, a vida!

Essa é de grande magnitude.

Rumo ao desconhecido,

Porém feito das sombras,

Do imaginário em sua plenitude.

Ainda que haja sombras,

Será apenas para maravilhar

E acalmar os dias ensolarados.

 

Porque a vida,

Ah, a vida é breve, porém linda!

Nunca vamos calcular o valor de sua formosura.