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E na violência que ali se dava,
Com o rubro sangue, a dor e a morte,
Quantos não rogaram aos céus tão forte,
- Senhor, dá-nos uma trégua alva!
Mas se diz que na viscosa guerra,
Merece o praça seu desatino,
E sendo já homem ou só menino,
Roem-se os dentes, odeia-se a Terra!
Vivem as ideias sem pensador?
A má solidão, sem quem a sinta?
Não! Nem há Arma que lá consinta,
Em ao fronte ir sem um Grão-Senhor!
Foram felizes os bravos francos,
Da áurea estrela no probo céu queimar,
E seus brados o vigor alevantar,
No estio, no verão e nos dias brancos.
Porque se não há quem chegue e vença,
Pela astúcia o inimigo bravio,
E afronte firme o imponente frio,
Do fatal suspiro, sem detença...
E a sombria fortuna que o galardão,
Ajuda os fortes e os bons futuros,
Fez com que cedessem aqueles muros,
E o mundo admirasse o Cipião...
Continua...