Giovanni Di Sforza

Ode ao Príncipe da Córsega - Tomo II

[...]

 

E na violência que ali se dava,

Com o rubro sangue, a dor e a morte,

Quantos não rogaram aos céus tão forte,

- Senhor, dá-nos uma trégua alva!

 

Mas se diz que na viscosa guerra,

Merece o praça seu desatino,

E sendo já homem ou só menino,

Roem-se os dentes, odeia-se a Terra!

 

 Vivem as ideias sem pensador?

A má solidão, sem quem a sinta?

Não! Nem há Arma que lá consinta,

Em ao fronte ir sem um Grão-Senhor!

 

Foram felizes os bravos francos,

Da áurea estrela no probo céu queimar,

E seus brados o vigor alevantar,

No estio, no verão e nos dias brancos.

 

Porque se não há quem chegue e vença,

Pela astúcia o inimigo bravio,

E afronte firme o imponente frio,

Do fatal suspiro, sem detença...

 

E a sombria fortuna que o galardão,

Ajuda os fortes e os bons futuros,

Fez com que cedessem aqueles muros,

E o mundo admirasse o Cipião...

 

Continua...