Ela deixava amor nas coisas simples,
na risada leve, no jeito de olhar,
dessas pessoas que chegam quietinho
e mudam um lugar.
Guardava instantes em fotografias,
como quem entende o valor do depois,
porque o tempo leva muita coisa,
mas certas presenças ficam entre nós.
Me ensinou que força não é silêncio,
nem fingir que nunca doeu.
É continuar amando a vida
mesmo quando algo se perdeu.
E às vezes, sem perceber,
eu encontro ela em mim:
num gesto, numa lembrança,
num eco que nunca tem fim.
Vís