#Arquitetura do Vínculo
Claudio Gia, Macau, RN — 15.05.2026
Não a casa, mas o gesto que a sustenta —
o elo invisível entre fome e afeto,
onde a política ganha rosto de mesa posta
e o assistente colhe do chão o projeto.
O dia é um fuso: de um lado, a família
tecelã de afagos e arestas;
do outro, a mão que costura fraturas,
que faz da lei ponte, não cerca.
O Paraguai aprendeu com seu silêncio:
independência é solo compartilhado.
E a ONU chama de internacional
o que nasce onde o sono é vigiado.
Que se convoquem, pois, os laços tácitos —
o pai que espera, a mãe que inventa,
o agente que escuta, o Estado que hesita.
E que nesta data a memória se assenta:
família é verbo, e o amor, sua ferramenta.
Criar uma capa, colocar nome do poema, colocar nome do autor Claudio Gia, Macau RN, 15/05/2026