As luzes daquele parque brilhavam;
Como estrelas artificiais na escuridão;
E eu, sem perceber o perigo;
Entrei no brinquedo do teu coração.
No começo tudo parecia mágico;
Risos, adrenalina e emoção;
Teu carinho vinha em curvas suaves;
Me fazendo confiar na direção.
Você me mantinha sempre por perto;
Talvez pra você o suficiente;
Mas era tudo tão incerto;
Pra mim nunca foi o bastante.
Às vezes segurava minha mão forte;
Como quem tem medo de me perder;
Mas logo soltava nos momentos seguintes;
Sem nunca realmente me escolher.
Nosso amor parecia montanha-russa;
Cheio de subidas e quedas sem fim;
Toda vez que eu criava esperança;
Você despencava o carrinho em mim.
E quando eu tentava seguir em frente;
Ou fingia finalmente desistir;
Você acendia as luzes do parque;
Só pra me fazer voltar a sorrir.
Teu carinho surgia de repente;
Forte o bastante pra me prender;
Mas sempre fraco nos momentos exatos;
Em que eu começava a te esquecer.
Eu era importante demais pra perder;
Mas insuficiente demais pra amar;
Como um brinquedo antigo no parque;
Que ninguém quer jogar fora… mas também não quer usar.
Então permaneci naquele percurso;
Mesmo vendo os trilhos se romper;
Porque alguma parte insana em mim;
Ainda queria acreditar em você.
Mas se você nunca vai parar o carrinho;
Então eu mesmo vou saltar daqui;
Porque continuar nesse brinquedo;
Já está destruindo tudo em mim.