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Terminar o que começou

Coçando por dentro da coleira 
Me senti preso, mas ao mesmo tempo tão reconfortante 
Mas, não posso ficar, tenho que acabar com aquilo que comecei 
Estive tremendo, desde o dia que me lembro 

Parei de pensar, de colocar as mãos no rosto 
Pedras caem dos meus bolsos, junto com toda a areia 
Não estou mais com vontade de afundar 
E não, nenhum deles vai me parar

Deixarei minha mensagem de fuligem depois que tudo acabar 
Botando a mão no pescoço, para saber se ainda estou vivo 
Com pensamentos aspirantes, analisando minha realidade, digno de uma arritmia 
Sem amor para dar, estou apenas seguindo as ordens 

No meio do rebanho, foi me posto o dever 
Com o machado em mãos, com calos e sangria 
A vida por um fio, os dentes treme dentro da boca 
Não me ouviu clamar, sou a linha de frente, aquele que vai morrer sem murmurar 

No cintilar da noite, o fio da navalha será travado 
E não vai parar, até todos os lobos morrerem 
Tenho que terminar, terminar o que um dia eu comecei...