Imagno Velar

Sociedade anĂ³nima

Dietas infligidas pelos outros

Sede atroz me suga a voz gritante

de vontade silenciosa mas intrigante

 

Corrompida pela ganância desenfreada

Sem moral navega de beijo ao abismo

se afundando sob próprio cinismo

 

Valores despejados amordaçados ficam imunes

Prostituída dia e noite se instala cansada

rumo ao futuro perde se enganada

Conquistas apunhaladas pelas infames

 

Gritos quase sem voz silenciam na cama

Cânticos retrógrados enchem pulmões

Vozes murmuram insatisfeitas na lama

lambendo os beiços dos amargos limões

 

Permanecem na sombra em lupas

Misturam se a paisana afundando na tristeza

Chegará a vez da vitória dos anónimos,

Pacientes assinalam as derrotas sem culpas

 

Imagno Velar