Eliabe Lira

Efêmero amor

Te escrevi,

Fitou, sorriu,

Desprezou.

 

Quanto ama alguém 

Que escreve em sangue

Poemas que cortam a alma 

E bagunçam, sutilmente, minha mente.

 

Café amargo para dias doces,

Amores rasos me compõem,

Paixões que me deslocam

Do céu ao inferno.

 

Construímos universos de conexões,

Num breve e efêmero olhar, 

Na ânsia do clímax ascendente,

Apenas partiu sem me conhecer.