Gabrielmaria

A existĂȘncia da alma

A existência da alma

 

Viva aos lírios e as candelárias!

As salivas altivas enevoadas da consciência!

 

Saboreadas deveriam ser, encantadas deveriam ser

O correr infantil da alma.

 

Bem que falam, aproveita-vos a juventude, a criançada e a inocência

Mas que criança, afinal, entende essa frase ao pé da letra? Pois é... Fica subetendida. Algo vago, que entraste por um ouvido e saíste por outro.

 

Quem dera eu, poder escutar e viver a juventude com tanta dádiva e belezura paz de espírito. Pois sempre tristeza houve em meus plantários pés

Os olhinhos caídos, a chupeta tirada e o rasgar de meus paninhos prediletos.

 

A dor do não ser, caminha comigo de maneira lenta e sombria. E trago além,  névoas carregadas e cinzentas que acompanham-me em sonhos noturnos e diurnos

Ora acordo rindo, ora chorando. Mas pela maioria vezes, assustado e assombrado pelos piores fantasmas.

 

Encontro-me preso no enevoar da vida, e mesmo que feliz queria estar... tristonho e acanhado permaneço 

E por mais normal que pareça ser, isto falando diante das milhões de almas suplantadas nessa imensa terra

Pois, carrega cada um seu enorme fardo de viver

Não deixo de querer estar em um outro lugar, algo além de minha existência cósmica 

Talvez até, em um lugar onde todos em sã consciência mundana, morreriam de medo e estranheza, devido a peculiaridades das formações energéticas.

 

Porém não deixo de escutar o suplicar de minha alma no querer longínquo da existência

No ser além da carne

No sentir além do corpo

No falar além dos ouvidos

E no fim, porém não mais importante

No viver além das fronteiras.

 

Autoria: GabrielMaria