C4torze

Soneto à liberdade

Ao esvoaçar da brisa nos campos
E aos campos onde rolavam as bolas
Aos corações que já doeram tanto
E se entregaram ao prazer do agora.

 

Ao agora que se perdeu enquanto
Nos preocupamos tanto estar lá fora
À prisão que nos abraçou em prantos
Enquanto à alegria nos negou a honra.

 

À honra de uma vida menos satisfeita
E ao conformismo do sentimento de dó
Ao ver o próprio corpo nas trincheiras.

 

Ao amor que ardeu e transformou em pó
E ao suor que todo foi jogado na lixeira
À maldita e infinita liberdade inteira, e só.