Estão no cio,
Areia bonita...?
Procuro as dunas de Cabo Frio...
Estão no estio,
Areia bendita...?
Areia lavada...
Areia safada...
Onde andarás, areia roubada...?
Ao olhar doía
A branca agonia
Da areia fina, intangível,
Qual prendia na mão... e sumia!
(Como certas mulheres...).
Seus puros, invisíveis grãos,
Acariciavam-me os pés
Lamentando–se, surdamente,
Do pisar macio,
Num gemido dissonante
De dor desiludida...
Quero a areia branca de muitos amores!
Das risadas das crianças,
Dos gemidos sensuais,
Das sensações falsas ou reais...
Quero a areia de eu criança:
Areia pura de minha lembrança!...