Cons♱an♱ine

Quando o Frio Aprende o meu Nome

 

 

O inverno chegou sem pedir licença,

fumando neblina nas ruas vazias,

pendurando silêncio nos postes

e saudade nas janelas acesas.

 

Tem gente que sente frio no corpo,

eu sinto nas lembranças.

No café que esfria sozinho,

na fumaça perdida da esperança.

 

As madrugadas ficam mais honestas no inverno,

porque o gelo obriga o coração

a admitir o que fingia não sentir.

 

E enquanto a cidade se cobre de cinza,

eu visto meus fantasmas mais uma vez

como quem já se acostumou

a sobreviver dentro da própria tempestade.