- Imensa! - é a centelha,
E ela – só ela! –
Iluminada e muda,
Entende-me
E à minha ansiedade surda...
A lua vermelha,
Intensa de medo
Da noite obtusa,
Resplandece nas sombras
Do pavor das nuvens
E seus sonhos cruza...
A lua agonia,
Nutrida de noites
E fantasias,
Esmaece nas tardes,
Na alvorada enlouquece
E se mata nos dias...
A lua – agonia! –
É paz e não alcança
Da manhã a ousadia.
É falsa a esperança
De luz na aliança
Com as trevas vazias...
A lua vermelha,
Intensa centelha
Na sombra obtusa,
Resplandece na noite,
Resplandece no medo,
Na falsa aliança
Com o pavor das nuvens...
E a ousadia alcança
Na fantasia aguda
Da lua-criança...
- Imensa! - é a centelha,
E ela – só ela! –
Iluminada e muda,
Entende-me
E à minha ansiedade surda...