No caos da vida, último suspiro
Suave, tranquilo, pluma ao vento
Alma desgarrando do corpo, certeiro tiro
Assim termina minha era de sofrimento
Meu sangue agora colori este chão frio
Dentro do peito um coração parado
Despedida solene de uma existência vil
Nada além de um corpo dilacerado
Em cena novos seres cumprem o seu papel
Digestão carnal frenética, perfeita natureza
Banquete intenso, harmonia fiel
Termina a história de um ser sem história
Por um gesto executado com muita frieza
Lacre sepulcral de uma pífia trajetória