Fábio Alves Leão

HISTÓRIA DE UM SER SEM HISTÓRIA

No caos da vida, último suspiro

Suave, tranquilo, pluma ao vento

Alma desgarrando do corpo, certeiro tiro

Assim termina minha era de sofrimento

 

Meu sangue agora colori este chão frio

Dentro do peito um coração parado

Despedida solene de uma existência vil

Nada além de um corpo dilacerado

 

Em cena novos seres cumprem o seu papel

Digestão carnal frenética, perfeita natureza

Banquete intenso, harmonia fiel

 

Termina a história de um ser sem história

Por um gesto executado com muita frieza

Lacre sepulcral de uma pífia trajetória