O rei

Brevidade da Vida

Vejo uma brevidade muito grande na vida,

Corremos, nos apressamos nesse tempo,

Sem tempo para parar e elevar o pensamento.

Há uma série de movimentos,

Consonantes, movimentos dissonantes

Dentro da grande harmonia Divina.

Cada movimento, dessa harmonia participa.

 

Esse é o sentido da vida.

E a vida passa, a vida corre.

Quando menos pensamos,

Morte!

Quem se preparou?

Quem te avisou?

O cristão orou,

Rezou uma Ave Maria.

Por aquele falecido,

Pelo ex presidiário sem abrigo.

Pelo trabalhador,

Ao trabalho está indo.

 

Qual o sentido da vida senão a Vida,

Disse Heiddeger que o Dasein desvela o vazio,

Mas se assim o fosse,

Quão triste seria tudo isso.

Fuja do vazio do irracionalismo,

É nihilismo.

 

Na vida há um sentido,

Participar do Ser que doa ser a tudo isso,

Há dependência dos entes pelo ser,

O nada é finito.

Mas Ato puro é infinito.

 

Que meditarei?

Qual florbela um soneto não escreverei,

Pois é Verdade o que o Cristo disse...

Contra ti, pai, mãe, filho, tio e tia porei.

Mesmo assim eu te amarei.

Eu te amarei,

Ó Ser do ser que tudo sustenta.

Ó impulso de m\'alma.

Paz que me acalma.

Silêncio profundo,

Luz no escuro.