Minha mente está perdida,
presa no mais barulhento silêncio.
Não há para onde correr,
não tem como ficar.
Que mal teria a calar?
Tudo se torna vazio, oco.
Sorriso no automático,
piadas sem graça a procura de preencher o vasto breu que sobrecai em minha mente.
Nunca lidei bem com o meu eu,
sempre procurei correr de mim,
então porque achei que alguém iria ficar?
Tola, inocente, talvez carente.
Sou ser humano, sinto tudo — até de mais,
não sou um corpo que transborda luxúria.
sou uma mão que transcreve,
de forma romantizada
aquilo que a mente fala,
o coração sente,
e a boca ensurdece.
sou eu, o grito silencioso.