Escrevo, como se a mim pertencesse o tempo, mesmo sem saber se chegarei ao fim destas palavras.
Em todo abraço carregado, a cada beijo à espreita.
Em todo \"eu te amo\" contido,
quase espesso, a morte espera.
Vivo o presente com as mãos no futuro, sem ao menos possui-lo.
E quando enfim a hora chegar, Descobriret, de forma inapelável, que a mim nunca pertenceu o tempo.