Salignac

A morte - O poema contundente

Escrevo, como se a mim pertencesse o tempo, mesmo sem saber se chegarei ao fim destas palavras.

 

Em todo abraço carregado, a cada beijo à espreita.

 

Em todo \"eu te amo\" contido,

 

quase espesso, a morte espera.

 

Vivo o presente com as mãos no futuro, sem ao menos possui-lo.

 

E quando enfim a hora chegar, Descobriret, de forma inapelável, que a mim nunca pertenceu o tempo.