Seu Denguinho

Terrível solidão

Querida solidão, para ti eu não minto

Eu te odeio, como te odeio

Não sabe como me sinto

Quando no silêncio lhe saboreio.

 

Na escuridão da noite

No véu do amanhecer

No silencio sempre em afoite

Você esta lá para me enfraquecer.

 

Quando meus pensamentos são atingidos

Quando me sinto cheio de aflição

Sua voz ecoa por meus ouvidos

Na calada da noite, ou de dia no clarão.

 

Quando tudo em mim desaba

Você insiste em me ver

Principalmente quando tudo acaba

E sinto que feliz nunca vou ser.

 

Sua presença vulgar e maldita

Sinto que nunca vou perdê-la

Como o som das ondas que ecoam

E que sempre tornam a trazê-la.

 

Trazê-la para perto de mim

Sem minha permissão ou vontade

Me fazendo chorar sempre assim

Como recém nascido em responsividade.

 

Agora é o fim, de mais um ciclo

E como sempre você está comigo

Sinto que deste sofrerei o triplo

E que de você, sempre serei amigo.

 

Espero te da próxima vez

Como sempre com ódio no coração

Esperando que mais uma vez

Tu venhas me afligir, querida solidão.