Se o sol do coração se abrisse em raios
Em púrpura cintilante o meu jardim...
A perfumar os céus a flor de maio
A desmaiar em nuvens cor de marfim!
Se o Sol do coração fosse somente teu
Aveludado universo de estrelas nuas
Em plumas flutuantes presos em véus
As minhas mãos doiradas junto as tuas.
Adormeço nos braços da noite fria
No cobertor dos anos que me guia
Perdida nesse espaço infinito...
Como a esvaziar em mim o sono...
No vácuo embriagador do abandono
A colher o eco virginal desse meu grito!