Maximiliano Skol

MEIA-LUZ DE UM BAR

O céu nublado, o dia está suave...

Alma tranquila, a mente lenta e plena...

Fico a lembrar os tempos quando a chave

Do coração mantinha aberta a cena

 

De  um grande amor ardente e sem entrave:

Sublimes emoções d\' alma serena,

À meia-luz de um bar eu tinha a clave

Pra que o amor se achasse em voz amena.

 

E naquele ambiente havia as cores

E brindes—taças tendo sua vez—

Da magia do amor os seus favores.

 

E fico a relembrar, dos tempos idos,

Hoje mesmo, e com tanta lucidez:

Os melhores momentos, já vividos.