Quisera poder dizer-te tudo aquilo que eu sinto
Quando estou sozinha no meu quarto silencioso
Pudera domesticar toda fúria do meu instinto...
Trazer à tona esse nosso amor e o próprio gozo.
Quisera entorpecer teu corpo com mil carícias...
Tocar tu’alma docemente – em duplos devaneios
Apaziguar tua solidão... Sorver o fruto e as delícias
Saciar a sede e a fome dos nossos desejos cheios!
Transformaria as nossas noites em passarelas
Em diáfanos dias e intermináveis luas a velas
Em crisântemos enluarados e sonhos efusivos;
Em cada quimera haveria um castiçal aceso...
Iluminando o sol enquanto estivesse preso...
Em nós o brilho desses nossos desejos vivos.