aleafar

Fruto que floresce em silĂȘncio

Em mim, Senhor, já não grita a pressa,
nem o desejo inquieto de ser vista,
mas um sussurro manso que aprende
a esperar o Teu tempo… e descansar.

Como escrito em Gálatas,
há um fruto que não nasce do esforço,
mas da rendição.

E eu tenho me rendido.

Tenho deixado morrer em mim
o que não Te agrada 
os impulsos, as carências,
as vontades que me afastavam de Ti
e também de quem eu deveria ser.

No lugar, algo novo cresce.

Um amor que não exige,
uma alegria que não depende,
uma paz que não se explica.

Paciência para os dias cinzentos,
amabilidade mesmo quando dói,
bondade sem plateia,
fidelidade no secreto.

Mansidão no sentir…
e domínio próprio no esperar.

E assim eu sigo,
não perfeita, mas moldada.

Guardando meu coração,
honrando quem um dia passou por ele,
mas, acima de tudo,
honrando a Ti.

Se for da Tua vontade, Senhor,
que um dia nossos caminhos se alinhem,
que seja pelo Teu Espírito
e não pela nossa vontade.

Até lá…
eu floresço em silêncio.

Porque aprendi
que o verdadeiro amor
não se apressa 
ele amadurece.