Quando morrer
Quero entoada a marcha fúnebre!
Todos de preto
Trazendo à mão um lume.
Quero do incenso o perfume!
E silentes o cortejo,
O caixão a um carro oirado,
Trazido por forte Negro
- De ébano! – engalanado
Montando alvo corcel
Com as rédeas enfeitadas
De cravos vermelhos,
Pendendo centenas de fitas doiradas!
E no cascalho o tropel
Provoque meditações:
Todos nesse momento
Voltem-se aos corações.
E não se lembrem de mim com ódio!...
E não se lembrem de mim com amor!...
E não se lembrem de mim com tristeza!...
Mas apenas um viajor
Qual uma simples parada
De seu destino deixou...
Mas mesmo assim quero a pompa!
- Quero a gala! Os clarins!
O ressoar dos tambores
Comemorando o fim.
O fim de estreito túnel,
De esfarrapada ponte....
À imensidão...Liberdade!
A todos os horizontes...