#Tríade Elementar
Claudio Gia, Macau RN, 04.05.2026
No quarto dia do quinto mês, três véus se abrem:
Chama que salva — herói que desce à fornalha
sem armadura, só couro e coragem;
sua flor é Floriano, mártir da água e do aço.
Depois, outra centelha, não de fogo, mas de sonho:
“Que o Quatro esteja convosco” —
galáxias de papel e sabre de luz fria,
onde o Bem respira em arcos de três tempos.
E por fim, o mais humilde dos seres de pluma
ganha um dia de escuta — galinha que cisca
a verdade dos ovos e da sombra no poleiro;
não herói, não jedi, mas presença terrestre.
Três forças: a que corre ao incêndio,
a que vence o Império com metafísica,
a que pede apenas um ninho sem gaiola.
Que a Força — qualquer força —
esteja com quem respeita a brasa, o mito e o animal.