Eu canto enquanto danço,
Eu brinco num pulo,
Eu aterriso na areia movediça da servidão
Sinto o autoconsumo.
Eu afundo.
Eu me debato, tateio por algo vívido,
Eu esperneio, me reconstituo por dentro tal qual uma borboleta.
Eu encontro a vontade,
Eu ando, eu corro, eu pulo livre
Sinto o vento acariciar meu riso
Logo tropeço nos porquês, porques, ou quem?
Perpetuo, em vicio, o ciclo do conflito,
Perco a noção no horizonte de eventos da incerteza.
Por que me machuco mesmo sabendo dos escrúpulos?
Eu me reergo, um passo por vez,
Controlo meus membros para que não se surpreendam com o concreto,
Eu canso e pergunto em luto: e caso me deite e admita sem mais brigas.
E se aceitar significar o cesar fogo dessa guerra de existência?