Aprendi teu nome
como quem aprende uma oração
com cuidado,
com verdade,
com algo que não se explica.
Você chegou sem toque,
sem presença física,
sem nunca ter estado diante dos meus olhos…
e ainda assim
tocou lugares em mim
que ninguém jamais alcançou.
Homem de Deus...
Teu coração é altar,
teus passos têm direção,
e eu…
eu só quis caminhar perto
sem ferir aquilo que você construiu com o céu.
Você é tudo aquilo que eu admiro:
forte sem ser duro,
doce sem ser fraco,
firme sem deixar de ser leve.
Até teu riso
tão simples, tão teu
ficou guardado em mim
como um abrigo.
E entre conversas, fé e sonhos,
eu vi quem você é:
um homem que ama a Deus acima de tudo,
que sonha em ser pai,
que espera uma mulher que também pertença ao céu.
E foi aí que doeu…
porque eu te quis.
te quis de um jeito calmo,
respeitoso,
mas profundamente verdadeiro.
Mas amor, às vezes,
não é sobre ficar
é sobre não atrapalhar o propósito do outro.
Nosso “quase” não foi falta de sentimento,
foi excesso de direção.
E mesmo assim…
em algum lugar dentro de mim,
você ficou.
Ficou no cuidado que tive em te respeitar,
no silêncio que escolhi guardar,
na decisão de não te puxar
pra um caminho que não é o teu.
Porque se é Deus quem guia teus passos,
eu jamais ousaria competir com isso.
Então eu te solto…
não por não sentir,
mas porque sinto o suficiente
pra não bagunçar aquilo que é sagrado em você.
E se um dia nossos caminhos se alinharem
no mesmo céu,
na mesma fé,
no mesmo tempo…
talvez a história seja outra.
Mas hoje
você continua sendo
um dos sentimentos mais bonitos
que eu já tive que entregar a Deus.