Há um fogo que arde, nem raiva, nem fúria, Mas um impulso profundo que faz o ser vibrar. Não é de violência, nem de injúria, Mas a força que ergue, que ensina a lutar.
É a voz que se firma, que não se cala, Diante do obstáculo, do \"não\" que se impõe. A energia que empurra, que a passividade abala, E faz a semente brotar onde o medo se opõe.
Essa fibra que nasce, esse brio que avança, Não derruba o outro, mas ergue a si mesmo. É a mão que constrói, que tece a mudança, Rompe o inerte, desfaz o pântano e o limbo.
Não teme o confronto que traz o progresso, A defesa do justo, o lugar que é seu. É a garra que busca, que quer ter sucesso, O valor que se afirma, o \"eu\" que vence o \"meu\".
Com foco e intenção, sem causar dano, A \"agressão\" aqui é um ato de criação. É o motor que move, o que rompe o engano, E pavimenta a estrada da realização.
Assim, a força interna, bem direcionada, Torna-se a ferramenta para a própria ascensão. Uma potência ativa, jamais subjugada, Que esculpe destinos com pura paixão.