Eliabe Lira

Saudoso cadáver

Será que sou?

Será que fui?

Será que estou?

 

Há redundância 

No presente, passado 

E penoso futuro, 

Há ossos de alguém.

 

Dá para dizer quem sou

Olhando meu cadáver frio?

Se estou feliz ou triste

Fitando meu sorriso amarelo?.

 

Quem conhece meu interior?

Será que eu mesmo? 

O porquê das coisas?

O porque de mim.

 

Tudo muda o tempo todo,

Novas peças, novas mentes,

Há uma solidão iminente,

Há vazio e ossos nessa cova.