Será que sou?
Será que fui?
Será que estou?
Há redundância
No presente, passado
E penoso futuro,
Há ossos de alguém.
Dá para dizer quem sou
Olhando meu cadáver frio?
Se estou feliz ou triste
Fitando meu sorriso amarelo?.
Quem conhece meu interior?
Será que eu mesmo?
O porquê das coisas?
O porque de mim.
Tudo muda o tempo todo,
Novas peças, novas mentes,
Há uma solidão iminente,
Há vazio e ossos nessa cova.