Entre o que a gente foi
e o que a gente escolheu não ser,
eu decidi permanecer em silêncio
mas não em ausência de sentimento.
Eu respeito você.
Respeito a sua fé,
respeito a sua decisão,
respeito o lugar que Deus ocupa na sua vida.
E, por respeito…
eu também mudei a forma de existir aqui.
Não é sobre fingir que não sinto,
nem sobre apagar o que vivemos.
É sobre entender que aquilo que foi verdadeiro
E merece ser tratado com dignidade.
Eu não me permito ser rasa
com algo que foi profundo.
Então sigo…
com postura,
com cuidado,
com limites e resguardo.
Não porque você pediu,
mas porque o que eu senti por você
me ensinou a ser melhor do que eu era antes.
Eu escolho me portar como uma mulher que sabe o valor do que viveu,
que não se perde na carência,
que não se oferece pela metade,
que não força presença onde Deus pediu pausa.
Se um dia você olhar pra mim de novo,
quero que veja alguém que respeitou o processo,
que honrou até o silêncio,
que não transformou sentimento em desordem.
E se não houver volta…
ainda assim, eu sigo inteira e fiel aos meus princípios.
Porque no meio de tudo isso,
eu entendi que ser uma mulher comprometida
não é só sobre estar com alguém
é sobre caráter,
é sobre propósito,
é sobre quem eu escolho ser
mesmo quando ninguém está vendo.
E hoje,
mesmo sem você,
eu continuo escolhendo o caminho certo.