lobosiqueira

Devaneio: Ecos do deicídio

Na minha mente bradam os temores,

De quando o martelar incrusta a mão

À madeira da Cruz donde farão:

Uma ferretação e infidos atores.

 

Do martírio há fado, mil horrores!

Não foi vil trespassar, não foi grilhão

Foi Cristo que ao cair na putridão 

Eclodiu infindas larvas: vendedores!

 

Igreja Funerária fez da morte,

da guerra, do deicídio, sacrifício,

De todas as desgraças fez su(a) sorte.

 

Da Hóstia renasceu satã com vício, 

D\'alma dos homens vem tenaz e forte;

Tal crença não é fé, e fé é ofício...