Apegaua

Sobrevivi.

Verídico.

Voava com um para pente saída de escola, uns dos mais seguros, por ser sua entrada de ar, maior que os outros.

Era meu primeiro voo, sem escutar a voz de um chato instrutor a me dizer o que fazer.

Voava, como um pássaro a sentir o vento a bater no meu rosto.

E foi, quando saindo da Ascenção, por causa de uma turbulencia.

Por puxar com mais força os freios, ou batoques.

O para pente fechou completamente, ainda bem que estava olhando e vi o ocorrido.

Não fiquei nervoso, mas meu celebro estava em branco. bom assim pois não usei o paraquedas reserva.

E continuava caindo, não tão rápido, mas como se fosse um balão apagado.

E foi que passou pela minha cabeça, conversas de amigos, sobre acidentes com para pentes.

E em destaque, de tudo que foi dito, guardei com muito carinho.

Quando nada mais a que fazer, rezar não da pois toma tempo.

Largue os freios e deixe a vela livre de intervenção.

Foi o que fiz, sempre olhando para cima e ao mesmo tempo preocupado com o chão que se aproximava.

Para o prazer de meus ouvidos, a vela se encheu fazendo um ruído bem sonoro.

Assumi novamente o comando e ao chegar ao pouso, já tinha amigos a me oferecer papel higienico.

Falei para eles que ainda não tinha chegado minha hora.

E mais acomodado com o chão aos meus pês, ai sim, tive todo o tempo do mundo para rezar.

Apegaua.