Entre telas, promessas e silêncio,
foi ali que a gente existiu.
Sem toque, sem abraço, sem cheiro
mas ainda assim… doeu como se fosse real.
Você falava de fé com os olhos acesos,
e eu, aos poucos, tentava enxergar com o coração.
Não era só sobre você
era sobre o caminho que você me mostrava.
Eu quase acreditei que daria certo.
Quase fui quem você precisava.
Quase me tornei quem eu nem sabia ser…
por algo que nem chegou a começar.
Engraçado, né?
Nunca te vi, mas te senti.
Nunca te toquei, mas te perdi.
E no meio disso tudo,
descobri que não era sobre nós.
Era sobre Ele.
Porque enquanto eu tentava te alcançar,
Deus já estava me chamando há muito mais tempo.
Enquanto meu coração se apegava a você,
Ele queria que eu aprendesse a me firmar n’Ele.
Hoje dói…
dói deixar você ir,
dói aceitar que não fomos.
Mas existe uma paz escondida na despedida,
como se, mesmo em pedaços,
meu coração estivesse sendo guiado para o lugar certo.
Se for pra amar de verdade,
que seja primeiro a Deus.
E se um dia nossos caminhos se cruzarem de novo,
que seja com propósitos alinhados
ou com a certeza de que cumprir o d\'ele
foi maior do que qualquer “quase nós”.