Íris, tão moça aos quinze em bela vida,
Um Olhar alegre sempre que viesse,
Até o findar da festa de quermesse,
O trauma que abrolhou, hoje inda lida...
Nas ruas vê a candeia vã, infida,
À tênue luz espinha se estremece,
Bradar nasce afogado então perece;
Jaz sob os seios alma aturdida.
No ventre, a semente germinada;
A prostração habita o lindo olhar
Em que da terra a voz foi sepultada.
Dói-me ver a mulher tão consternada;
P\'ra lei não foi senão um deflorar,
A ela, a vida sempre condenada.