Ediberto S. Silva

O vazio do peito

O vazio do peito furou minha alma; a sombra da árvore cobriu o céu.

Os pássaros já não cantam tão poeticamente como antes. A que fim levaram as escolhas dos homens?

O tempo passa e não posso impedir. A chuva chega, e chega forte; o som da água desperta em mim o que é meu.

A chuva passou e o sol ainda não veio. Quero que tudo passe rápido, mas não quero nada ligeiro.

Quero ainda ver o sol, ouvir os pássaros e ter a certeza de que estão todos bem...

Que o sino badale oito vezes e, na nona, eu desperte.