Vago, absorto,
Sinto caminharem as almas
Entre as negras pedras,
E a escuridão espalma
As tortas mãos
Por entre o azul das pegas
Esvoaçantes entre os matizes
Invernais de Vega.
E logo as almas, loucas de desejos,
Entre estas mãos e outras mais navegam...
Tolo, ignoto,
Só a paixão carrego...
Sem o conforto do luar trafego
No mar escuro
De espumas mortas;
E o cintilar da noite
É tudo que importa,
Penetra frestas
Do rubor da morte
E as noites estas
E outras dão suporte
Aos quase dias,
Ilusões de Sol
Das carruagens e escunas mágicas,
Estonteantes, fulgurantes réplicas
De seculares páginas
Em Elêusis mortas...
Ávido, pálido,
Resignado à escuridão do medo,
A solidão, a mim, só eu concedo
E do quietismo me desprendo
E cedo
A exalar – enfim... - desassossego...