Pulsa, pulsa, pulsa
Minha pele pulsa e se estende.
Parece que meus braços vão cair no chão,
Que o egoísmo vai tomar a razão.
Vibra e segura.
Segura muito e me estrangula.
No consolo de um roxo no meu pescoço,
Ou os olhos inchados em meu rosto.
Pesquisar — o que acontece se eu tomá-los de uma vez?
Meu coração não segurará mais essa sensatez?
Porque seria bom cagar pra tudo, eu acho.
Não sentir nada
E da minha vida não ter mais falta.
Odeio isso,
E poderia ser pior.
Quando a jarra quebra na tua cabeça
E tudo despenca, indiferença despenca.
Quando você percebe
Que esse mundo é mesmo um lixo…
De repente, não consegue dizer em voz alta,
Sobre o que ou quem você ama tanto.
Talvez esse é o meu choque por ter tido a confirmação logo agora
Logo agora que tava tudo bem.
Só que, merda, isso é culpa deles!
Por que sou eu quem deve despencar?
E o meu corpo volta a formigar.
Meus olhos embaçados,
A garganta queimando,
Tentando segurar
Segurar de novo aquele pensamento
De deixar a insensatez me levar.