Seu olhar de hoje em diante,
Se mostrar em tom sereno e gentil,
Passar um ar e brilho radiante,
Solícito, calmo, feliz e febril.
Uma febre de procura sensível,
Na sua constituição,
No alto do universo tão invisível,
Que é toda plenitude de sua canção.
Vindo mais aberto de espírito,
Em passos está sua nobreza,
Perspicaz em ver até o infinito,
De uma ninfa de invejável beleza.
Para ti não avanço de tempo,
Cronos é refém de seu encanto,
E fica do céus a cada momento,
Dar o quanto lhe deseja tanto.
Ele inveja todos perto de ti,
Por não poder tocar sua face,
Por não estar perto, quando sorri,
Ou ao seu lado e não se tocasse...
Em um ritmo diferente, bonito,
E estático, que paralisa até o ar,
Pois de tudo é possível, é dito
Ao confessar à ternura de seu olhar.
Uma alegria em terna de procura,
Na constituição pura da natureza,
Neste universo que se cura,
Em toda plenitude de sua beleza.
Vindo assim do ponto mais aberto,
Em uma divindade...
Ver tão longe e ficar alerto,
De uma ninfa de rara beldade...
Para ti, não avanço de tempo,
Se faz refém de seu doce encanto,
Lhe olhando, com o vento...
Cada sinal figurado de seu manto...
Ele inveja todos perto de ti,
Por não poder tocar sua face,
Por não estar perto, quando sorri,
Ou ao seu lado e não se tocasse...
Em um ritmo diferente, bonito,
E estático, que paralisa até o ar,
Pois de tudo é possível, é dito
Ao confessar à ternura de seu olhar.
Vindo assim do ponto mais aberto,
Em todas as divindades...
Ver tão longe e ficar desperto,
De sonhos de rara realidade...
Para ti, para o tempo,
Se faz seu refém, Cronos,
Lhe vigiando através do vento...
Lhe adorando como pomos...
Ele inveja todos perto de ti,
Por não poder tocar sua face,
Por não estar perto, quando sorri,
Ou ao seu lado e não se tocasse...
Em um ritmo diferente, bonito,
E estático, que paralisa até o ar,
Pois de tudo é possível, é dito
Ao confessar à ternura de seu olhar.