Apegaua

Esses poetas.

Foi no tempo em que andava na rua do infortúnio.

Em plena madrugada, onde o vento uivava mais que um lobo.

Castigando a relva, que se dobrava em cumprimento.

Limpei os olhos para não me dar como um vesgueio.

Mas tenho certeza que vi.

Vários poetas a bailarem ao som de uma flauta tocada por um gnomo.

Achei  tão maravilhosa a cena que perguntei aos poetas.

Se poderia participar.

Mas como que se fossem de uma casta bem superior.

Os poetas não me escutavam.

Gritei, implorei mas nada resolveu.

E como apareceram, cerraram fila indiana abandonando o lugar.

Fiquei fulo da vida sem nada entender.

Foi ai que o poeta que cerrava a fila olhou para trás e apontando para mim falou.

_ Do meu lado poético né.

As poesias que hoje nos trás.

Foi a roupagem que ontem nos vestiu.

Agora sou eu que vos fala.

Pois amanhã pode ou não ser o poeta.

Fiquei fulo da vida quase mandando o poeta para aquele lugar.

Mas lembrando que não tinha nenhum argumento de comprovação.

Acenei e deixei o barco passar.

Pois muitas das vezes e com os erros que aprendemos a acertar.

Apegaua.