A cidade que não dorme, mas sonha.
Essa cidade não dorme, mas sonha
sonham com a vida além do trabalho, das obrigações,
tristezas e ilusões.
O bêbado que se afoga no copo
não dorme, mas sonha
em um dia acordar inteiro
A prostituta que se vende para ter sustento
não dorme, mas sonha
em ser humana, não objeto.
O imigrante já não dorme para não ouvir as vozes de dor na guerra, mas sonha com sua família com vida.
E assim a cidade sobrevive,
porque sonhar ainda dói menos
do que acordar.