Existem olhares raros… daqueles tão profundos quanto o fundo do oceano.
Um olhar que pode ser sereno, intenso como o mar, com a beleza de um sol em cores quentes.
Há amores que começam assim: em um simples olhar.
Como dias de céu azul, onde cada troca carrega sua própria história.
E um dia, bastou aquele olhar…
Para que eu descobrisse que ele se tornaria a minha vista preferida.
Daqueles que eu contemplo em silêncio.
Porque, toda vez que te vejo, é como se tudo ao redor parasse,
e meus olhos encontrassem os seus.
É engraçado… te amar pelo olhar.
Como se meus olhos te seguissem até nos pensamentos,
e cada lembrança sua se tornasse única.
Mas existe o medo.
O medo de te perder…
E então, até os pores do sol ficam cinza.
Tristes, vazios… como se faltasse cor no mundo.
Se eu disser que gosto de você,
é muito além de gostar.
É reconhecer que, em você, encontrei poesia.
E que, cada vez que escrevo,
as palavras dançam… porque você existe nelas.
Mas dói.
Dói imaginar que seus olhos possam, um dia,
virar apenas lembrança.
E nessa hora, eu me sinto egoísta.
Porque ver você alcançar seus sonhos é bonito…
mas imaginar não te ver mais,
machuca.
É como se tudo que foi construído em silêncio
perdesse suas cores…
se tornasse apenas espaço vazio.
Ainda assim,
eu daria tudo para te ver mais uma vez.
Mesmo que fosse de longe…
como da primeira vez.
Porque foi assim que você se tornou
a imagem mais aconchegante
que meus olhos já guardaram.