Pelo suave brilho deste teu olhar
Essas horas vagas sem nosso sentir
Trazem luas soltas nesta imensidão
Eterno e vago chão que não posso pisar
O calor que acende este teu tocar
Tantas sombras que cria esse teu adeus
Despedida bárbara inconstante em si
Vazio profundo de colher o nada
Ainda segue o que inexiste
Talvez nunca se fará presente
Estrondosa linha tênue e ineficaz
Que tua ausência, sempre me desfaz