Lua alta no céu, fria e silenciosa, e eu aqui embaixo, coração aceso, olhando pra ela como quem procura um sinal, e encontro.
É nele que eu penso.
No santo guerreiro.
No homem que não se curvou, que enfrentou o mundo de pé, quando tudo pedia que ele ajoelhasse.
Jorge…
Teu nome não é lenda pra mim, é proteção.
É espada erguida nas dificuldades, é coragem quando o medo vem adentrar a alma nas madrugadas mais vazias.
Dizem que o dragão caiu.
Eu acredito.
Mas acredito mais ainda nos dragões que você me ajuda a vencer todos os dias, os que ninguém vê, os que rugem por dentro.
E é na fé que eu declaro, sem medo, como em sua oração: debaixo das patas do teu fiel cavalo,
meus inimigos permaneçam submisos,
e que não consigam sequer me alcançar.
Na lua eu enxergo teu reflexo, não como mito,
mas como presença.
Como um lembrete de que fé não é fraqueza é guerra silenciosa travada de joelhos no chão
e olhos no alto.
Protege meus passos, santo forte, guia minha mente quando ela se perde, segura minha mão quando o mundo pesa demais e leve minhas preces aos pés de Cristo.
Porque eu sei…
assim como você não recuou, eu também não posso recuar.
E se um dia eu vencer minhas próprias batalhas,
não vai ser só por força minha vai ter sua intercessão ali, invisível, firme como lâmina, justa como fé verdadeira.
São Jorge,
guerreiro de Deus…
quando a lua brilhar de novo,
eu vou olhar e lembrar que não estou sozinho.
Por Freddie Seixas